“Typography is the craft of endowing human language with a durable visual form.”
― Robert Bringhurst, The Elements of Typographic Style
Esta composição tipográfica foi realizada com base na notícia "O Comendador sonha e a obra nasce para explicar a ciência do café" do jornal PÚBLICO. É uma notícia em que o assunto é a abertura do centro de ciência do café em Alenquer por Rui Nabeiro, dono da Delta Cafés.
Ao ler a notícia identifiquei aquelas que seriam as palavras/expressões que comporiam o meu trabalho:
- café
- centro de ciências do cafe
- delta
- Portugal
- coffee
- vive o café
Após ler a notícia, a minha ideia principal era conseguir desenhar uma chávena de café a fumegar e que o leitor, na sua primeira interpretação conseguisse identificar o objeto principal da tipografia. Numa primeira versão, fiz a composição toda a preto e toda na mesma fonte (sem serifa), tal como publiquei na entrada A 1ª experiência. No entanto, conclui que era necessário fazer uma mistura de fontes para a imagem ficar mais rica e mais apelativa; assim, depois de várias experiências, decidi escolher várias fontes, bastante diferentes entre si, sendo umas serifadas e outras não serifadas, assim como umas já a negrito, e por isso, mais fortes e outras mais discretas. As fontes utilizadas são as seguintes:
Uma vez escolhidas e aplicadas as fontes, decidi tornar a minha composição mais fácil de interpretar, dando-lhe cor que transmitisse facilmente o assunto em questão. Para tal defini logo que toda a chávena teria vários tons de castanho, desde o tom mais "mocha", ao tom mais "café". O fumegar que sai da chávena, uma vez que o café é algo que se bebe quente, pelo menos em Portugal, está em tons de cinza, por ser o tom que representa melhor o vapor de água. O prato que se encontra por debaixo da chávena foi o que mais problemas me trouxe. Inicialmente queria que fosse castanho, mas se assim fosse, quase não se notava diferença para a chávena e isso não era o pretendido. Acabei por experimentar uma cor que achei que se enquadrava bem com os diferentes tons de castanho e que ao mesmo tempo não tira o protagonismo à chávena de café. Escolhi portanto a cor laranja.
Numa primeira versão a cores, faltava um pormenor: o grão de café colocado no pires do lado direito da chávena. Construído apenas com palavras, mostra mais uma vez, o objeto principal desta composição - o café - e está representado a castanho que é a sua cor natural. Coloquei este grão de café do lado direito da chávena, pois qualquer leitor/bebedor de café olhará para o lado direito com mais pormenor por lá se encontrar a asa da chávena e assim, reparará no pequeno grão. Não achei que este acréscimo fosse substancial e crucial para que a minha composição resultasse como pretendia, mas achei que era na mesma enriquecedor em termos tipográficos.
A asa da chávena é um elemento que achei bastante enriquecedor em todo este processo e que seria dos que mais captaria a atenção do leitor por se apresentar numa forma elíptica. O objeto apresenta-se desta forma pois achei que fosse a maneira mais "limpa" e cativante de construir uma asa com texto. Ainda neste objeto, apesar de apresentar as mesmas cores que a restante chávena e os diferentes tipos de letra,por lhe fazer parte, o tamanho das letras vai diminuído à medida que se aproxima o fim da asa, por achar que desta forma o objeto ficaria melhor representado usando no início letras que seriam de caixa alta e no fim da expressão letras que seriam de caixa baixa.
Todo o processo uma experiência:
Como é natural, durante todo o processo desta composição realizei várias experiências até chegar à imagem final, apresentada em cima.
Um dos meus maiores problemas no realizar desta composição foi decidir-me se usaria a versão a preto ou a cores da imagem. Na versão a preto, identifico mais elegância e sobriedade, valores que considero essenciais em qualquer trabalho de cariz jornalístico e sério (e tendo esta composição por base uma notícia de um dos jornais portugueses de referência eram valores bastante consideráveis). Por outro lado, na versão colorida, seria mais fácil para o leitor interpretar a tipografia, uma vez que as cores estão relacionadas com o objeto - o café é castanho e a chávena está a castanho; o vapor de água é algo que fumega e que se representa em tons de cinza -, assim decidi-me pela versão mais fácil de entender para o leitor, mantendo-lhe os valor acima referidos. No fundo consegui uma composição que trouxesse tudo o que eu pretendia transmitir aos leitores. Nas duas primeiras versões, que se encontram abaixo, o grão de café ainda não está colocado no pires, porque, como já referi, não o considero crucial e substancialmente necessário, mas sim algo que ajuda à compreensão do leitor.
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| versão a preto e branco |
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| primeira versão a cores |
Em suma, construí uma composição tipográfica coerente e equilibrada, de fácil compreensão para o leitor, elegante e sóbria.
Espero que seja do agrado e espero também obter um bom resultado neste trabalho da unidade curricular Design de Comunicação Visual.
CT



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